Oi

De vez em quando eu penso em dar um oi, sabe… de vez em quando = todos os dias. Mas do que adiantaria, me diz? A essa altura da história o que mudaria um simples “oi”.
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Na realidade não existe “historia”. Quando eu olho para trás sinto que nunca existiu. Depois de tanto tempo enxerguei que, realmente, só fiz parte de um “plano”.

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Não sei que tipo de ser humano teria coragem de me usar, afinal, não sou rica, não sou intelectual, não sou uma mulher exuberante. Sou simples, dentro de todas as medidas que a simplicidade delimita seu território. 

Confesso que sou aquela que correria uma maratona por um abraço bem forte, aquela que contaria os dias para passar qualquer momento ao lado do seu amado. Aquela que adora aproveitar uma refeição à mesa com  pessoas queridas. Sou aquela que não repara o bolso das pessoas e sim o coração.

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Sou a garota do sorriso largo quando está feliz, da gargalhada espontânea. Sou aquela que nunca espera o mal vir de um amigo. Aquela que não mede esforços em ajudar alguém passando por algum problema. Sou uma pessoa boa.

Talvez por eu ser boa alguns desinformados de última hora pensem que sou boba. Não sou! Sei até onde permanecer com minhas amizades, com meus relacionamentos, com minha luta. Sei a hora de sair, a hora de não dar ou responder mais “ois”.

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Isso independe de influência. Todos os meus amigos irão parar de falar comigo se eu ousar falar com ele novamente? sim, irão! Mas a minha decisão vai além dessas ameaças infantis. Minha decisão é única e exclusivamente minha.

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Ela faz parte de mim. Talvez por causa de tantos “emoticons tristes”,  tantas mentiras, tantas farpas, tantas faltas. Mas ela está aqui. Está aqui por causa do vazio enorme que esse maldito plano deixou em mim e está para ficar.

Quando ele resolveu se aventurar, quando resolveu abandonar meu amor para seguir sua vida eu me senti triste, muito triste para ser exata. Na verdade ainda me sinto. Me sinto incompleta.

Mas agora não mais por ele, por mim. Eu fui traída de todas as formas, fui magoada de todas as maneiras, enganada. Em um dia ele era o meu mundo e iria me proteger. No outro não era mais nada. Eu fiquei assim… sem saber exatamente para onde ir.

Às vezes acho que ainda estou sem saber para onde ir. Meus olhos ficam parados, petrificados, como se empurrassem as horas na esperança de que o dia seguinte seja melhor. Dói.

Não há o que fazer. Só resta esperar alguém com um plano menos dolorido. E que esse plano seja me dar aquilo que qualquer ser almeja: carinho e amor.  De dor eu já estou cheia, senhor.

“EU gostaria de parar esse trem” e sentir o seu abraço, seu cuidado novamente.

U-nique
 

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