Ela se apaixonou

Ela o queria muito. Talvez por culpa dele: carinhoso, inteligente, interessante, amante da gastronomia (cozinheiro incrível), boa pegada… ele tinha todas as características para mantê-la interessada.

Ela o queria muito. Ela sentia o seu toque por todo o corpo. Sentia a boca dele em sua nuca deixando-a completamente arrepiada. Sentia as mãos dele firmes e precisas; Mãos que a seguravam com firmeza fazendo todo seu corpo se contrair. Ela o desejava cada vez mais.

Ela o queria muito. Seus lábios grossos e macios faziam com que ela tivesse pensamentos inapropriados. Seu olhar de menino e seu comportamento imponente eram confusos e tentadores. Ela o queria tanto que poderia relaxar vendo-o fumar um cigarro. Ela o queria de todas as formas.

Ela o queria muito. Queria ouvir sobre seu desempenho no trabalho e sobre como ele tocava bateria na adolescência. Ela queria entender sobre os seus planos para o futuro. Ela queria saber qual era o seu prato favorito, sua música predileta. Ela queria saber de onde ele veio e para onde ele ia.

Ela o queria tanto. Queria conhecê-lo e que ele a conhecesse. Ela não queria tirar a liberdade dele, nem os bares, sambas e amigos; muito menos fazê-lo se entregar a esse sentimento. Não. Ela queria, apenas, passar o tempo. Sem armaduras, sem roupas, sem “se”.

Ela o queria muito. Ela gastou todas as suas cantadas ridículas, todas as suas frases de amor. Ela se perguntou se ele fez algum curso intensivo de como conquista-lá. Ela abriu mão desses joguinhos infantis chatos, dos paradigmas da conquista e falou o que queria, o que sentia, o que pensava, falou com o coração. Ela errou.

Ela o queria muito. Mas depois ela se transformou. Ela se sentia incomodada, desafiada, não sentia amor. Sentia o ego ferido e queria consertar.

Ela o queria muito. Ela queria saber dele. Não de compromisso, de rótulos, de expectativas ou falsas promessas. Ela só queria dizer o quanto seus olhos são intimidantes e pacíficos e o quanto o seu abraço forte oferece aconchego e proteção. “Hey, não tenha medo você está comigo”.

Ela queria saber dele, só dele, mas ele… ele não queria saber dela.

U-nique.

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Raquel

“Significa ovelha, mulher mansa ou “a pacífica”. Nome de origem hebraica. Surge do hebraico Rahel, que quer dizer literalmente “ovelha”. É nome de uma personagem bíblica mencionada no antigo testamento como a esposa preferida de Jacó, mãe de José e Benjamim.”

Nunca conheci uma pessoa que fizesse tanto jus ao nome como ela: Raquel.

Não é a hebraica é a brasileira! Filha da minha linda e adorada Tia Ana (que entendeu, mesmo antes dela nascer, que esse seria o nome que definiria melhor sua personalidade) e meu saudoso tio Marinho que sente muito orgulho em ter uma filha tão amada.

Mãe do Enzo, João Henrique e Pedro. Esposa de Ricardo. Sem dúvida a mais amada da família Souza e, de fato, posto mais que merecido. Somos muito bem representados!

Olhos azuis para combinar com a cor do céu e do mar que ela tanto admira. Amante da natureza. Cabelos de ouro para combinar com seu caráter que é de um valor imensurável.

Com ela você entende que abraços apertados devem existir, antes de tudo, entre a família e os amigos. Percebe que quando seus braços se envolvem aos dela os bons pensamentos te enchem de energia positiva e você se renova. É abraço raiz, abraço puro e simples. Não é um abraço comercial, social ou educado. É abraço cheio de amor e pronto!

Inteligente e bem sucedida. Sempre pronta a ensinar, aprender, apoiar, colaborar e crescer. Sua criatividade é ímpar e isso se reflete nos melhores jantares, nos melhores encontros, nas melhores viagens, na melhor companhia!

Alto astral sobra, invade, transborda. Ela irradia. Sorriso largo. Ariana. Inúmeros estilos e sempre estilosa. Mulher sexy e amável, amiga parceira, filha e irmã presente. Você é um presente! Você é o meu melhor presente.

E por fim, para dizer que você não tem defeitos lá vai um que eu julgo gravíssimo:

Te amo minha irmã!!!

U-nique.

Mari

Doce, meiga e linda

Ela sempre tem uma palavra amiga

Durona, brava e fria

Você tem que merecer sua companhia

Batalhadora, dedicada, independente

Mas que mulher não é carente?

Sorriso largo que contagia

Ela sempre alegra o seu dia.

Ela gosta de Vikings

Afinal é quase uma nórdica

Será que descende de Freya

Por seu amor e beleza

Será que descende de Frigga

Por seu cuidado a família

Como qualquer outra mulher

Carrega suas cicatrizes

O que a faz lembrar, com gratidão

Que a vida é boa e dispensa explicação

Tão menina e tão mulher

Uma guerreira

Brilhante

Te desejo hoje e sempre

Felicidade e sucesso constante.

Feliz Aniversário.

U-nique

Medo de Amar! ❤️

Não! Ele não quer mais amar.

Agora ele quer night, farra e curtição.

Não quer ninguém para segurar sua mão

Ele quer cerveja, gelo e samba do bom.

Ele quer fumar a vontade

Em vez de beijar a sua boca macia

Ele não quer saber de enlaces

Prefere mudar de companhia.

Ele abriu mão do seu interesse

Para se relacionar com a noitada

Quer sair do trabalho e beber

Sem hora de voltar para casa.

Ele também adora o seu toque

Sabe que é real o seu querer

Mas cancelou todo o seu desejo

quando bateu o medo de perder

Mas quando vocês estão perto

Ele não consegue evitar

A recíproca é verdadeira não dá pra negar

Portanto por mais que ele esteja na zoeira

Essa vida errante é passageira

E ele logo vai enxergar…

Carnaval – 2018

Tudo sempre começou e terminou rápido entre nós… 😅

Antes dele embarcar para a nossa viagem eu o vi pela janela e pensei “hmmm gostei desse cara de camisa branca”. Segundos depois, quando fui mostrá-lo a uma amiga ele estava fumando. Apenas por esse motivo, eu reformulei a frase e disse “olha que homem bonito de blusa branca, pena que ele fuma, não fico com fumantes”. Voltei a me sentar, coloquei os fones de ouvido, um episódio qualquer de Friends e ali a nossa história acabou, pela primeira vez, antes mesmo de começar.

Estranho dizer isso mas existia alguma tensão, alguma energia que me conectava a energia dele, uma atração, uma química, sei lá. Eu ficava reparando o flat 27 pra ver se ele estava por lá rs rs!! Existia algo em mim que queria ficar perto dele e existia algo entre nós que não deixava isso acontecer.

O tempo passou e chegou o segundo momento da nossa história acabar (sem mesmo começar). Ele me disse “oi”, eu disse “oi”. Estávamos na passarela do álcool e a noite estava linda. Nos apresentamos (junto com uma galera) e quando eu percebi nós dois estávamos conversando. Fiquei meio “felizinha”, mas não demonstrei. Rs!! Eu estava começando a falar sobre mim, comecei a contar para ele sobre um susto que eu tinha passado quando, de repente, minhas amigas me puxam para irmos atrás do trio; só deu tempo de dizer “depois te conto”. Ele ficou sem entender se eu estava sendo educada ou interessada e eu fiquei sem entender por que eu sai dali.

Mas o carnaval estava só começando e eu pensei: “hoje à noite irei encontrá-lo”. Rs!

  • Perfume – ok
  • Maquiagem – ok
  • Ir ao encontro dele – ok
  • Ele ficando com outra pessoa – ok👌🏻

E essa foi à terceira vez que nos separamos sem nunca termos nos tocado. Ele estava com uma garota e eu pensei “não era mesmo pra ser”. 😢

Carnaval acabou, último almoço na pousada e eu me sentei na mesma mesa que ele. Conversa vai, conversa vem, e um amigo pergunta ” E aí, não ficou com ninguém?!”, respondi: “quem eu quis não me quis”. O amigo então diz “quem foi esse cara?!” RS! 😱 Ativei o modo cara de pau e disse o “fulano” rs rs. Então o “fulano” quase se engasgou com a comida 🤩. Minutos depois nosso amigo se levantou, nos deixou a sós e ele perguntou se podia voltar ao meu lado na viagem… eu disse que sim! 😍

Tudo indicava que seria só sucesso, afinal, enfim, ficamos perto um do outro… ele insistiu, persistiu e conseguiu me convencer a ficar com ele. Ainda bem!! ❤️

Então senti o beijo, o toque, a pegada. Meu coração batia acelerado, respiração ofegante. Ficamos nessa vibe até que nos desentendemos e nos “afastamos” pela quarta vez (essa não vem ao caso contar pra vcs) rs rs – Porque foi irrelevante e depois de 1 hora eu me joguei nos braços dele e só pensei em aproveitar cada segundo daquele momento, daquela companhia, daquele homem.

O carnaval acabou e nós continuamos nos beijando, viajando… nos conhecendo e desencontrando. Estamos em nosso quinto desencontro. E como dizia Vinicius de Moraes “Eu me encontrei em teus desencontros e te encontrei em meus desencontros”.

Tivemos nossas brincadeiras (“tira a calcinha), nossos descobrimentos, nossas frustrações, nossas briguinhas, nossos jantares, nossos momentos. Que foram maravilhosos e só nossos.

A vida é assim. Te aproxima de alguém que você nem sabia que existia.

Encontrá-lo, perdê-lo – reencontrá-lo. Nada é estável, nada é definitivo, imutável.

Hoje caminhamos em sentidos opostos, mas nada pode apagar o que brevemente vivemos de erros e acertos. Tomara que o destino se encarregue de cruzar nossos caminhos por uma sexta vez, afinal, na vida ainda iremos encontrar muitas pessoas. A maioria vai passar. Outras ficarão guardadinhas em nossos corações como especiais. Aquelas desejaremos nem lembrar, estas serão inesquecíveis; assim como você é para mim.

u-Nique.

17 tiros – Renasci.

Oi gente,

Hoje irei registrar como foi o dia 27/01/2018 para mim, o dia em que passei pela situação mais delicada e marcante da minha vida, na cidade onde eu moro: Rio de Janeiro.

Eu sai de casa (na parte da tarde, por volta das 12:30h – não me recordo a hora exata), encontrei meus amigos no Uber e fomos em direção ao Bloco “Desliga da Justiça” – bloco de super heróis – que acontecia no bairro da Gávea. Minha amiga estava fantasiada de Mulher Maravilha e eu de Supergirl. Estávamos felizes da vida!

O dia passou, nos divertimos muito, tiramos fotos, conversamos, rimos e dançamos com nosso grupo de amigos, assim como, todas as pessoas que estavam nos bloquinhos curtindo o pré carnaval da cidade.

Acredito que por volta das 21:30h (não consigo precisar os horários) já no bairro da Tijuca, a caminho da minha casa, percebemos o trânsito mais lento por conta de um bloco que estava desfilando (acredito que a uns 150 ou 200m) à frente.

O sinal estava vermelho quando, de repente, ouvimos um barulho de pneu derrapando. Minha amiga disse “perseguição!” e tudo começou. A partir desse momento vivemos minutos de verdadeiro pânico.

Nós ouvimos os primeiros tiros; não me perguntem como, mas, conseguimos tirar o cinto de segurança e nos abraçamos em direção ao freio de mão. Os tiros não paravam, pelo contrário, a cada segundo aumentava a intensidade do bombardeio no nosso carro e a gente lá dentro sem ação. Ao todo foram 17 tiros! A gente se olhava e se tocava para confirmar se estávamos inteiras ou não. 😣

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de toda aquela cena cinematográfica de horror a minha amiga, com uma voz quase angelical disse: “Nique, acho que fui baleada”. Eu estava com muito medo, apavorada mesmo, para dizer a verdade me sentia imóvel, paralisada, mas quando ouvi o que ela disse consegui me movimentar, agir. Fiquei em choque com a possibilidade dela não resistir e abri a porta do carro e fomos nos empurrando para fora até que nós duas caímos no asfalto.

Já no chão nós ainda passamos por muitos minutos de terror, o tiroteio parecia não ter fim. Eu me lembro de ter visto armas enormes, ver bandidos e polícias misturados, sem lado, cada um por si.

Graças a Deus não me lembro de nenhuma fisionomia, nenhum rosto, nenhuma feição, nada. Me lembro, apenas, de tentar puxar o policial que caiu baleado próximo a mim, mas, não deu para ajudá-lo (o mesmo sobreviveu, graças a Deus).

Quando ocorreu o primeiro intervalo de toda aquela loucura eu e minha amiga corremos muito. Alguns frentistas do posto de gasolina nos abrigaram.

Para concluir a história…quando voltamos, com muita dificuldade ao local onde tudo ocorreu, recuperamos nossas bolsas, celulares ( SIM, com a polícia, que guardou tudo com muito cuidado) e fomos novamente amparadas por mais um anjo, dessa vez chamado Maristela, que nos levou para sua casa e nos encheu de palavras de otimismo e solidariedade.

Infelizmente houve feridos e houve perda. Samuel, um jovem de apenas 24 anos que trabalhava como garçom em um bar próximo ao local, levou um tiro de “bala perdida” e não resistiu (eu não consigo aceitar o fato de existir bala perdida; e o responsável por essa fatalidade? Alguém puxou o gatilho e destruiu sonhos, tem que ser responsabilizado). Eu tenho fé que Deus tem um plano infinitamente melhor para esse lindo rapaz que nos deixou tão cedo.

Deixo registrado o meu sincero sentimento de revolta contra o Estado do Rio de Janeiro, que não se importa mais com a segurança da população; Deixo minha repulsa aos governantes que demonstram descaso diante do caos, da violência e das mortes diárias pelo país. Deixo registrado a minha indignação contra a pessoa que tirou a vida desse jovem rapaz e, por fim, deixo também o meu pesar, o meu carinho, amor e respeito a sua família e amigos.

Resumindo, precisei escrever essa história no meu blog. Não tenho explicação para o que eu sinto. Gratidão a Deus por minha vida e da minha amiga, tristeza pela perda do Samuel, raiva dos representantes legais do Brasil. Um misto de sentimentos! Sinto uma esperança, que está cada vez mais distante, em dias melhores, e desejo que eles cheguem logo. 🙏🏻

Nós precisamos de um Rio de Janeiro de Paz! #luto #riodejaneiro

U-nique.